Festa de Santo Antônio corre o risco de não ser mais realizada. Quatro suspeitos foram presos
Publicado por GuiaVR [GuiaVR] em 15/6/2010 (148 leituras)
Mais uma vez a tradicional Festa de Santo Antônio, no bairro Niterói, corre risco de não ser mais realizada. O impedimento ocorre devido ao assassinato de um jovem e cinco tentativas de homicídios, crimes registrados no último domingo. Após a tragédia, a comissão organizadora do evento decidiu que vai discutir a questão com a comunidade. Segundo o organizador da festa, Paulo Tovar, a continuação do evento vai depender da avaliação da Igreja católica. Quatro pessoas foram presas na tarde de ontem por agentes do Serviço Reservado (P-2), suspeitos de envolvimento com o tiroteio.
Segundo Tovar, na manhã de ontem o pároco de Volta Redonda, padre Juarez Sampaio, e o secretário geral do MEP, José Maria da Silva, o Zezinho, estiveram na comunidade na tentativa de encontrar uma solução para o caso. De acordo com ele, foi decidido que a comunidade vai se reunir com o pároco da cidade que em seguida levará o caso ao bispo diocesano, Dom João Maria Messi. “Vamos expor medidas de segurança e outras, mas somente o bispo vai decidir se a festa continua aberta ao público ou não. Por medida de segurança, se achar que não deve, acabamos com a festa”, diz Tovar.
Ele acrescentou ainda que mesmo com os episódios ocorridos sábado e domingo a festa foi realizada com a garantia de toda a segurança. “Antes do evento nos reunimos com representantes dos órgãos de segurança que nos deram todo o aval para a realização do evento, mas infelizmente o problema aconteceu”, lamenta, lembrando que mesmo com todos os cuidados não tem como saber quem vai ao local com má intenção, armado ou não. “Temos sete meses para decidir isso”, completa.
O padre Juarez, antes de se tratar da continuação da festa ou não, prestou solidariedade às vitimas e suas famílias. Para o padre Juarez, a festa é organizada com o objetivo de valorizar a vida, mas com o fato lamentável de um grupo toda a realização tem que ser avaliada. O secretário do MEP também lamentou o episodio, lembrando que a festa de Santo Antonio é uma das mais tradicionais da cidade e agora corre o risco de ficar fora do calendário de junho por causa da violência. “É lamentável o que aconteceu, mas não foi por irresponsabilidade dos organizadores, já que todos encaminhamentos necessários foram feitos ao Judiciário, prefeitura, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e outros”, completa.
"Toda a documentação para realização da festa estava legalizada. Mas quando ocorrem fatos como esse, vale a pena avaliar se a realização do evento deve continuar no município", disse o padre Juarez, acrescentando que por se tratar de uma festa tradicional do padroeiro de Volta Redonda, a decisão pelo cancelamento do evento para os próximos anos será tomada após avaliações feitas em conjunto com a comunidade.
"Lamentamos o ocorrido. Foi uma audácia dos autores da tragédia a ousadia em cometer esse ato a menos de um quilômetro da sede do 28º Batalhão de Polícia Militar", afirma o padre.
O tiroteio de domingo aconteceu por volta das 23 horas, quando foram atingidos por balas perdidas Antônio Luis Tales Silva, 21 anos, morador do bairro Candelária, Lim da Cunha Bothorni, 20, residente no mesmo bairro, e Mônica de Oliveira Costa, 20 anos, moradora do bairro Niterói. Ela foi atingida por um tiro nas costas quando chegava a sua casa. Ainda foram baleadas de raspão Priscila Misael Pereira, 21 anos, residente no bairro Dom Bosco, e Janaína de Almeida Francisco, 31, moradora do Retiro. Todas as vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital São João Batista (HSJB).
Conforme foi apurado pela polícia, Thiago Emanuel Martins, 28 anos, que morava na Avenida dos Ex-Combatentes, no bairro Santa Cruz, foi atingido por vários tiros. Ele ainda foi levado ao Hospital São João Batista, onde não resistiu e acabou morrendo. Segundo a polícia, Thiago foi baleado no bairro Santa Cruz e não no bairro Niterói.
ENVOLVIDOS SÃO PRESOS
Quatro pessoas foram presas por agentes do Serviço Reservado (P-2) na tarde de ontem, suspeitos de ter envolvimento com o tiroteio na festa. Segundo a polícia, os quatro são suspeitos de integrar o tráfico de drogas na Vila Brasília. Durante a prisão a polícia encontrou no local dois revólveres calibre 38, uma espingarda de ar comprimido, cinco balas intactas e três deflagradas.
Conforme a P-2, por meio de uma denúncia anônima os agentes foram informados que os suspeitos estariam em uma casa na Rua Deolindo Miguel, no bairro Fazendinha, complexo Vila Brasília. Outra informação, ainda segundo a fonte anônima da denúncia, é que Leozinho, que não foi encontrado, e Arturzinho seriam os autores dos disparos que atingiram seis pessoas na festa.
No local, eles renderam Jean Júnior de Oliveira, 18 anos, John Peter Emídio da Silva, também de 18, que segundo informações é desertor do Exército, Denis Martins da Silva, 20, e José Muniz Barreto Filho, também de 20, vulgo Arturzinho. Os quatro suspeitos de protagonizar a tragédia durante a festa têm passagem pela polícia. Jean, por tráfico de drogas e porte ilegal de armas, quando ainda era menor de idade; John, por porte ilegal de armas, também quando era menor; Denis, por tráfico de drogas e Arturzinho por homicídio e porte ilegal de armas.
Fonte: A Voz da Cidade
Foto: Filipe Carneiro
Segundo Tovar, na manhã de ontem o pároco de Volta Redonda, padre Juarez Sampaio, e o secretário geral do MEP, José Maria da Silva, o Zezinho, estiveram na comunidade na tentativa de encontrar uma solução para o caso. De acordo com ele, foi decidido que a comunidade vai se reunir com o pároco da cidade que em seguida levará o caso ao bispo diocesano, Dom João Maria Messi. “Vamos expor medidas de segurança e outras, mas somente o bispo vai decidir se a festa continua aberta ao público ou não. Por medida de segurança, se achar que não deve, acabamos com a festa”, diz Tovar.
Ele acrescentou ainda que mesmo com os episódios ocorridos sábado e domingo a festa foi realizada com a garantia de toda a segurança. “Antes do evento nos reunimos com representantes dos órgãos de segurança que nos deram todo o aval para a realização do evento, mas infelizmente o problema aconteceu”, lamenta, lembrando que mesmo com todos os cuidados não tem como saber quem vai ao local com má intenção, armado ou não. “Temos sete meses para decidir isso”, completa.
O padre Juarez, antes de se tratar da continuação da festa ou não, prestou solidariedade às vitimas e suas famílias. Para o padre Juarez, a festa é organizada com o objetivo de valorizar a vida, mas com o fato lamentável de um grupo toda a realização tem que ser avaliada. O secretário do MEP também lamentou o episodio, lembrando que a festa de Santo Antonio é uma das mais tradicionais da cidade e agora corre o risco de ficar fora do calendário de junho por causa da violência. “É lamentável o que aconteceu, mas não foi por irresponsabilidade dos organizadores, já que todos encaminhamentos necessários foram feitos ao Judiciário, prefeitura, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e outros”, completa.
"Toda a documentação para realização da festa estava legalizada. Mas quando ocorrem fatos como esse, vale a pena avaliar se a realização do evento deve continuar no município", disse o padre Juarez, acrescentando que por se tratar de uma festa tradicional do padroeiro de Volta Redonda, a decisão pelo cancelamento do evento para os próximos anos será tomada após avaliações feitas em conjunto com a comunidade.
"Lamentamos o ocorrido. Foi uma audácia dos autores da tragédia a ousadia em cometer esse ato a menos de um quilômetro da sede do 28º Batalhão de Polícia Militar", afirma o padre.
O tiroteio de domingo aconteceu por volta das 23 horas, quando foram atingidos por balas perdidas Antônio Luis Tales Silva, 21 anos, morador do bairro Candelária, Lim da Cunha Bothorni, 20, residente no mesmo bairro, e Mônica de Oliveira Costa, 20 anos, moradora do bairro Niterói. Ela foi atingida por um tiro nas costas quando chegava a sua casa. Ainda foram baleadas de raspão Priscila Misael Pereira, 21 anos, residente no bairro Dom Bosco, e Janaína de Almeida Francisco, 31, moradora do Retiro. Todas as vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital São João Batista (HSJB).
Conforme foi apurado pela polícia, Thiago Emanuel Martins, 28 anos, que morava na Avenida dos Ex-Combatentes, no bairro Santa Cruz, foi atingido por vários tiros. Ele ainda foi levado ao Hospital São João Batista, onde não resistiu e acabou morrendo. Segundo a polícia, Thiago foi baleado no bairro Santa Cruz e não no bairro Niterói.
ENVOLVIDOS SÃO PRESOS
Quatro pessoas foram presas por agentes do Serviço Reservado (P-2) na tarde de ontem, suspeitos de ter envolvimento com o tiroteio na festa. Segundo a polícia, os quatro são suspeitos de integrar o tráfico de drogas na Vila Brasília. Durante a prisão a polícia encontrou no local dois revólveres calibre 38, uma espingarda de ar comprimido, cinco balas intactas e três deflagradas.
Conforme a P-2, por meio de uma denúncia anônima os agentes foram informados que os suspeitos estariam em uma casa na Rua Deolindo Miguel, no bairro Fazendinha, complexo Vila Brasília. Outra informação, ainda segundo a fonte anônima da denúncia, é que Leozinho, que não foi encontrado, e Arturzinho seriam os autores dos disparos que atingiram seis pessoas na festa.
No local, eles renderam Jean Júnior de Oliveira, 18 anos, John Peter Emídio da Silva, também de 18, que segundo informações é desertor do Exército, Denis Martins da Silva, 20, e José Muniz Barreto Filho, também de 20, vulgo Arturzinho. Os quatro suspeitos de protagonizar a tragédia durante a festa têm passagem pela polícia. Jean, por tráfico de drogas e porte ilegal de armas, quando ainda era menor de idade; John, por porte ilegal de armas, também quando era menor; Denis, por tráfico de drogas e Arturzinho por homicídio e porte ilegal de armas.
Fonte: A Voz da Cidade
Foto: Filipe Carneiro
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