Ministério Público Federal investiga projeto paulista que pode desviar afluentes do Rio Paraíba no Rio de Janeiro
Publicado por GuiaVR [GuiaVR] em 12/5/2010 (123 leituras)
O Ministério Público Federal (MPF) está investigando a intenção do governo de São Paulo de realizar a transposição de águas do Rio Paraíba do Sul. Um procedimento administrativo foi aberto pela Procuradoria da República em Volta Redonda para investigar o projeto. O governo paulista contratou estudos para desviar águas de dois afluentes do Paraíba do Sul, nas proximidades de Jacareí (SP), para abastecer a área chamada macrometrópole de São Paulo, que inclui a região metropolitana da capital, a Baixada Santista e a cidade de Campinas.
O MPF já solicitou informações à Secretaria Estadual de Saneamento e Energia e à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Os dados já foram respondidos, mas os procuradores responsáveis pelo caso, segundo a assessoria do MPF, ainda não analisaram a documentação. Somente após a análise eles vão concluir se caberá uma ação civil pública contra o projeto.
SINDICATO PEDIU APURAÇÃO
O pedido de investigação foi feito pelo Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda (Senge). A entidade integra grupo criado na região do Vale Paraíba contrário ao projeto. A resistência une ambientalistas, igrejas, políticos e prefeituras das cidades banhadas pelo rio em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo o presidente do sindicato, João Thomaz, além de impedir a transposição, a entidade também pretende obrigar as prefeituras a implementarem tratamento de esgoto para reduzir a poluição.
“Noventa por cento do esgoto lançado no rio está in natura, sem qualquer tratamento. O Rio Paraíba está secando por causa do desmatamento de suas margens e do despejo de esgotos”, denuncia o engenheiro.
Na terça-feira, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa (Alerj) realiza audiência pública para discutir a polêmica. O encontro foi pedido pelo deputado Nelson Gonçalves (PMDB). “O projeto de São Paulo pode comprometer o abastecimento do Grande Rio porque 80% da água da região vem do Paraíba”, alerta o deputado.
A intenção do governo paulista é desviar águas das barragens de Jaguari e Paraibuna, nas proximidades de Jacareí. Seriam desviados entre 5 mil e 15 mil litros de água por segundo. O estudo deveria ser concluído em março, mas foi adiado por causa da movimentação contrária. O governo paulista não comenta, alegando que ainda não há definição.
Fonte: O Dia
O MPF já solicitou informações à Secretaria Estadual de Saneamento e Energia e à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Os dados já foram respondidos, mas os procuradores responsáveis pelo caso, segundo a assessoria do MPF, ainda não analisaram a documentação. Somente após a análise eles vão concluir se caberá uma ação civil pública contra o projeto.
SINDICATO PEDIU APURAÇÃO
O pedido de investigação foi feito pelo Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda (Senge). A entidade integra grupo criado na região do Vale Paraíba contrário ao projeto. A resistência une ambientalistas, igrejas, políticos e prefeituras das cidades banhadas pelo rio em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo o presidente do sindicato, João Thomaz, além de impedir a transposição, a entidade também pretende obrigar as prefeituras a implementarem tratamento de esgoto para reduzir a poluição.
“Noventa por cento do esgoto lançado no rio está in natura, sem qualquer tratamento. O Rio Paraíba está secando por causa do desmatamento de suas margens e do despejo de esgotos”, denuncia o engenheiro.
Na terça-feira, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa (Alerj) realiza audiência pública para discutir a polêmica. O encontro foi pedido pelo deputado Nelson Gonçalves (PMDB). “O projeto de São Paulo pode comprometer o abastecimento do Grande Rio porque 80% da água da região vem do Paraíba”, alerta o deputado.
A intenção do governo paulista é desviar águas das barragens de Jaguari e Paraibuna, nas proximidades de Jacareí. Seriam desviados entre 5 mil e 15 mil litros de água por segundo. O estudo deveria ser concluído em março, mas foi adiado por causa da movimentação contrária. O governo paulista não comenta, alegando que ainda não há definição.
Fonte: O Dia
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